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O meu corpo fala

O teu corpo fala

São próprias línguas e linguagens

São as linhas sinuosas entre o dito e o não dito

Corpos falam além das literaturas em rabiscos ou digitações

Corpos através da pele, do pulso e da transpiração

Uma pele, uma língua sedenta e sedosa

Corpos negros, brancos, amarelados, na flacidez ou nas estátuas viris

O corpo é ato, é fato e é protesto

O corpo que nutre, que salta, apanha, bate, pena, goza

Tanto que se diz quando não está dizendo nada

Assim, como um corpo parado, nú

No preto e no branco

No profano e no santo

Feito se faz a vida num sexo gostoso

Feito se nasce a vida nas entranhas de um parto doloroso

Se movo, tu vais ter dificuldade em entender o que ele traduz

Mas se o eternizo nas lentes da fotografia

Tua interpretação há de ser latente

Me olhas em pele e pelos pausadamente

E depois traduz, interpreta

Trepa com teus próprios pensamentos

Entendendo que um corpo é vida, é fala

É a própria língua em movimento que não se cala

 

(O meu corpo fala - Raphael Gustavo)

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